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sexta-feira, 27 de junho de 2014

OITOCENTOS ANOS DA LÍNGUA PORTUGUESA




linha 1
En'o nome de Deus. Eu rei don Afonso pela gracia de Deus rei de Portugal, seendo sano e saluo, temëte o dia de mia morte, a saude de mia alma e a proe de mia molier raina dona Orraca e de me(us) filios e de me(us) uassalos e de todo meu reino fiz mia mãda p(er) q(ue) de

linha 2
pos mia morte mia molier e me(us) filios e meu reino e me(us) uassalos e todas aq(ue)las cousas q(ue) De(us) mi deu en poder sten en paz e en folgãcia. P(ri)meiram(en)te mãdo q(ue) meu filio infante don Sancho q(ue) ei da raina dona Orraca agia meu reino enteg(ra)m(en)te e en paz.
E ssi este for

linha 3
morto sen semmel, o maior filio q(ue) ouuer da raina dona Orraca agia o reino entegram(en)te e en paz. E ssi filio barõ nõ ouuermos, a maior filia q(ue) ouuuermos agia'o ...



Eis as primeiras palavras escritas numa língua que se tem espalhado pelo mundo e que, como diz o Manifesto 2014 inserto no jornal Público, "É uma forma de sentir e de lembrar; um registo, arca de muitas memórias; um modo de pensar, uma maneira de ser – e de dizer. É espaço de cultura, mar de muitas culturas, um traço de união, uma ligação. É passado e é futuro; é história. É poesia e discurso, sussurro e murmúrios, segredos, gritaria, declamação, conversa, bate-papo, discussão e debate, palestra, comércio, conto e romance, imagem, filosofia, ensaio, ciência, oração, música e canção, até silêncio. É um abraço. É raiz e é caminho. É horizonte, passado e destino".

Hoje são comemorados oitocentos anos do mais antigo documento oficial conhecido em língua portuguesa, o Testamento de Dom Afonso II, terceiro rei de Portugal, datado de 27 de junho de 1214, descoberto em 1973 e publicado pela primerira vez em 1979 pelo Padre Avelino Jesus da Costa. Deste texto existem dois exemplares, enviados ao arcebispo de Braga e ao arcebispo de Santiago.

Afonso II de Portugal, "o Gordo", filho de D. Sancho I de Portugal e de D. Dulce de Aragão, nasceu em Coimbra a 23 de abril de 1185 e faleceu em Santarém a 25 de março de 1223, tendo sido sepultado no Mosteiro de Alcobaça. 

O Testamento de 1214 juntamente com a Notícia de Torto (datada entre 1211 e 1216, na qual são referidas "as malfeitorias de que foi injustamente vítima Lourenço Fernandes da Cunha") e com a Notícia de Fiadores de 1175 recentemente descoberta, aparecem como os documentos originais mais antigos escritos em português.



terça-feira, 3 de junho de 2014

PORTUGUÊS É...

... atravessar fronteiras, diversão apaixonante,
é um mar de saudades por descobrir,
é, com certeza, a beleza do difícil da língua,
é um abraço de cultura e é um sorriso 
e um abraço sincero de amizades 
que rumam qual cegonha peregrina para um futuro desconhecido,
é uma lágrima descida de olhos claros
que valoriza todo o que nestes seis anos temos vivido,
é o carreiro até a sombra do nosso sobreiro,
é um presunto extremenho com cheiro de fado
a baloiçar no ar salgado das ondas do mar
com sons atlánticos de gaita galega.
Português sou eu, és tu, somos nós e todo o carinho que te professamos
com os nossos cinco sentidos.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

ADIVINHANÇA

Descubra o conto de Mia Couto de que estamos a falar...

Este conto não segue as leis da lógica. A subversão, aqui proposta, exige muita atenção por parte do leitor. A sua extensão não é muita mas cada palavra é um símbolo da luta pela liberdade do protagonista apesar dos acasos da sua vida. Os mesmos acasos que fazem parte da história do seu país. Se a liberdade está no homem  e o homem acaba com a vida, a vida ainda existe, está ali, sai de um lugar e volta para o mesmo lugar por razões que ele próprio não percebe, não sabe quem é o seu amigo, e isso devasta, e revolta, onde está essa liberdade do homem no mundo? A história de vida de um homem que para perante os acontecimentos. A crítica coutiana fala das conversas com os mortos na escrita do nosso autor: qual homem mais morto do que aquel que não pode dispor da sua própria liberdade? Mas, como atingir uma liberdade que não se conhece? Se formos livres através do engano, do acaso, da mudança do tempo, qual é a perspetiva certa? Quem se balanceia: o homem, a cadeira ou o mundo?

segunda-feira, 21 de abril de 2014

NOMES DE VILAS ENGRAÇADOS


Neste fim de semana andei à procura de placas de terras invulgares. Há nomes incríveis, basta fazer uma busca no google sobre nomes engraçados para se encontrarem vários listos, mas não é fácil encontrar imagens. 


Eis alguns dos nomes curiosos de povações de Portugal que foram encontrados.



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Deixa-o-Resto é uma aldeia portuguesa localizada na região do Alentejo e na sub-região do Alentejo Litoral.



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A aldeia da Picha fica na freguesia de Pedrógão Grande, concelho de Pedrógão Grande e tem apenas 24 habitantes distribuídos por 18 fogos. Picha é um lugar bonito, de caraterísticas rurais onde a maioria da população vive do trabalho no campo.



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Carne Assada é uma localidade pertencente à freguesia de Terrugem, no concelho de Sintra, em Portugal. Localiza-se junto à estrada nacional EN247, perto do Parque Natural de Sintra-Cascais.



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Colo de Pito é uma aldeia portuguesa da freguesia das Monteiras no concelho de Castro Daire, Distrito de Viseu. Colo de Pito tem 149 habitantes (2006). No centro da aldeia existe a Capela de N. Sra da Saúde.




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Casais Robustos, Portugal, é uma aldeia do distrito de Santarém localizada numa encosta da Serra de Aire, pertencente à freguesia de Moitas Venda, Município de Alcanena. Tem uma população de 280 habitantes (Censos 2001) e é parte integrante do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros.





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Nossa Senhora da Graça dos Degolados es una freguesia portuguesa del concelho de Campo Maior, con 35,72 km² de superficie y 536 habitantes (2001). Su densidad de población es de 15,0 hab/km².



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Felizes  é uma aldeia portuguesa localizada na região do Alentejo, Beja.